por Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira
Prelazia do Marajó (PA) 

 Nós somos chamados e chamadas, como crentes neste Deus “que olha os pobres”, a olhar os pobres, a cuidar deles, a amar e servir o Cristo presente na pessoa dos pobres. “Nos pobres Deus tem ainda algo a nos dizer”, afirma o Papa Leão XIV na Dilexi Te. 

E continua o Papa Leão XIV a nos exortar: “Se não quisermos sair da corrente viva da Igreja… não podemos esquecer os pobres (Dilexi Te 15). A Igreja de Jerusalém pediu à Igreja Missionária onde viviam Paulo e Barnabé que se lembrassem dos pobres (cf. Gl 2, 10). 

Todas as atividades das Pastorais Sociais de nossa Igreja, encarnam este versículo 6 do Salmo 137. Laudato Si’!  

O Papa Leão XIV na Dilexi Te, 10, faz uma constatação que é uma realidade que precisa ser encarada por nós: “O compromisso em favor dos pobres … embora tenha adquirido importância nas últimas décadas, ainda continua insuficiente. 

Estamos na semana da Vocação Laical no mês vocacional. Nossa Igreja em seus documentos oficiais enfatiza que a índole secular deve caracterizar o ser e o agir do Leigo e da Leiga em nossa Igreja. Ou seja, o primeiro campo de ação do Leigo e da Leiga é o mundo, a sociedade: família, trabalho, política, comunicação, movimentos populares, sindicatos, associações de moradores, Conselhos de Direito. Os documentos oficiais da Igreja afirmam que, também, os Leigos e as Leigas são chamados a participar da ação pastoral da Igreja, ou seja, são chamados, também, a colaborar com a missão interna da Igreja: iniciação à vida cristã, liturgia, preparação para os sacramentos, grupos de oração, vivências de práticas devocionais.

Avaliando nossa vida como Igreja, poderemos constatar que a balança da atuação dos Leigos e das Leigas está pendendo mais para a missão interna. Como diz o Papa Leão, lembrado acima, tem sido insuficientes o número de Agentes que atuam nas Pastorais Sociais, Organismos, Serviços e Conselhos. Falta mais gente comprometida em servir aos pobres, fazendo visitas aos idosos, aos enfermos, aos presos, cuidando das crianças, trabalhando pela ecologia, em defesa da natureza, defendendo os camponeses, os indígenas, os quilombolas, as mulheres, os discriminados, os injustiçados, os perseguidos, os explorados, os abandonados, os sem moradia, os sem-terra e sem direitos.   

O que vamos fazer para reverter este quadro? O que vamos fazer para equilibrar a teoria, ou seja, o que nos ensina a Palavra de Deus e a Doutrina Social da Igreja e a nossa prática, ou seja, o que acontece concretamente no cuidado com os pobres em nossa Igreja? 

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