por Vívian Marler / Assessora de Comunicação do Regional Norte 2

A Quaresma de 2026 convoca a Igreja no Brasil a um profundo exame de consciência com a ‘Campanha da Fraternidade’, cujo tema central é “Fraternidade e Moradia” e o lema ressoa com a fé cristã “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14). Esta dupla mensagem nos remete ao mistério da Encarnação de Cristo, que fez da fragilidade humana o seu lar, e, por extensão, estabelece a moradia digna não apenas como um direito social, mas como um imperativo da caridade e da justiça. O lema nos lembra que a fraternidade só se concretiza quando o outro tem um lugar seguro para habitar, um espaço de acolhimento e dignidade.

Esta reflexão ganha contornos dramáticos e urgentes quando olhamos para o Regional Norte 2 – Pará e Amapá. Nesta região de vastas fronteiras e contrastes sociais agudos, a questão da moradia se entrelaça com desafios estruturais complexos a pressão do agronegócio, os conflitos por terra, a precariedade das moradias ribeirinhas e indígenas, e o rápido e, muitas vezes, desordenado crescimento urbano. A ausência de políticas públicas eficazes e a morosidade na garantia de direitos territoriais tornam a promessa de “morar entre nós” uma dura realidade para milhares de famílias.

O apelo da Campanha, portanto, transcende a esfera da reflexão espiritual; ele exige um posicionamento firme em relação às ‘políticas públicas’. A Igreja, por meio de suas pastorais sociais, deve ser voz profética, cobrando do poder público a implementação de planos habitacionais justos, o respeito às comunidades tradicionais e a fiscalização rigorosa contra a especulação imobiliária que expulsa os mais vulneráveis. A moradia não é caridade, é dever do Estado.

Neste contexto amazônico, o cuidado pastoral com os necessitados se traduz em caminhar junto com aqueles que não têm teto ou vivem em condições subumanas. É um cuidado que se materializa na denúncia contra a exploração e na promoção da organização comunitária, como visto nos recentes movimentos de resistência no Pará. A CF 2026 desafia a todos, especialmente no Norte 2, a transformar a fé na luta ativa para que o Verbo, que se fez carne e habitou entre nós, encontre em cada lar paraense e amapaense um espaço de justiça e fraternidade plena.

Para ajudar a conter todo este processo, as Arquidioceses, Dioceses e Prelazias no Pará e Amapá unem-se em formações sobre o contexto apresentado na 62ª Campanha da Fraternidade – que existe desde 1964 quando deu início na Quaresma de 1962, em Natal (RN). Abaixo os registros de formações e da abertura da CF 26 no Regional Norte 2.

Arquidiocese de Belém

A Arquidiocese de Belém, em sintonia com o chamado nacional da CNBB, iniciou oficialmente a Campanha da Fraternidade 2026 nos dias 21 e 22 de fevereiro, com missas de abertura ocorrendo em suas oito Regiões Episcopais. Com o tema “Fraternidade e Moradia” e o lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14), a Igreja paraense se une ao clamor nacional para refletir sobre a urgência de garantir um lar digno, um direito fundamental que, na realidade da capital paraense e do interior, é negado a milhares de famílias. A escolha de celebrar o lançamento nas comunidades reforça a intenção de que a conversão quaresmal toque a realidade social concreta dos fiéis.

As celebrações foram marcadas pela presença de Dom Júlio Endi Akamine e seu bispo auxiliar Dom Paulo Andreolli, que presidiram as liturgias, reunindo padres, religiosos e leigos. Este ato de abertura não foi apenas uma formalidade litúrgica; ele serviu como um envio missionário, com o envio de andores ornamentados com a imagem de uma casa que peregrinarão pelas comunidades durante a Quaresma. Este gesto simbólico visa manter viva a reflexão sobre a moradia como um espaço de acolhimento e dignidade, ecoando a mensagem de que a fé deve se traduzir em ação solidária.

No contexto do Norte 2, onde os desafios de infraestrutura e desigualdade são evidentes, a CF 2026 se torna um instrumento poderoso para cobrar políticas públicas eficazes. A Igreja em Belém, ao focar na moradia, reafirma seu papel de voz profética, chamando a sociedade e o poder público a priorizarem a construção de um futuro onde cada cidadão possa, de fato, ter um lugar para “morar entre nós”, honrando o exemplo de Cristo.

(resumo baseado no texto enviado pela Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Belém) 

(fotos Carlos / Secretário de Dom Paulo Andreolli, bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belém)

(fotos Natanne Miranda / Articuladora da Região Santa Maria Gorett)

(fotos Luan Moraes / Pascom Paróquia Santa Maria Goretti)

(fotos Pascom / Paroquia São Judas Tadeu e Região Episcopal Sant’Ana)

 (fotos Valeria / Pascom Paróquia Nossa Senhora de Fátima – Icoaraci)

 Arquidiocese de Santarém

A Arquidiocese de Santarém deu início à Campanha da Fraternidade 2026, no dia 20 de fevereiro, celebrando a Missa no Residencial Salvação, um projeto do programa “Minha Casa, Minha Vida”. A escolha do local, que também considerou bairros adjacentes com dificuldades habitacionais, reuniu bispos, padres, religiosos, fiéis e representantes do poder público, após um momento de integração e animação. A abertura ressaltou que a conversão quaresmal deve ter uma dimensão comunitária e social, convidando à formação de discípulos missionários comprometidos com a dignidade humana e o bem comum.

Em sua homilia, Dom Irineu Roman, Arcebispo Metropolitano, relembrou os três pilares da Quaresma — oração, jejum e esmola — e enfatizou que a Igreja ilumina realidades urgentes, como a grave questão da moradia no Brasil, que está intrinsecamente ligada à pobreza. O arcebispo destacou a alegria profunda de quem conquista uma casa, ressaltando a moradia como uma conquista especial e fundamental para a vida das famílias de baixa renda.

Ao final da celebração, a dimensão social da Campanha foi concretizada: durante o ofertório, foram apresentados elementos simbólicos ligados à moradia, como materiais de construção. Além disso, a coleta da missa foi integralmente destinada aos povos indígenas, como um gesto de apoio à sua luta pela defesa do Rio Tapajós e pela revogação do Decreto Federal nº 12.600/2025, que previa a dragagem dos rios da região.

(resumo baseado no texto e fotos enviadas pela Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Santarém) 

Diocese de Abaetetuba

A Campanha da Fraternidade 2026, mobiliza as comunidades da Diocese de Abaetetuba, no Pará, a refletirem sobre a urgência de um lar digno como expressão máxima da caridade cristã. Em um estado marcado por grandes desigualdades sociais e desafios habitacionais, especialmente nas áreas ribeirinhas e urbanas em expansão, a CF se estabelece como um chamado à ação concreta e à denúncia das estruturas que impedem o acesso à moradia, um direito fundamental que reflete a própria Encarnação de Cristo.

A preparação para a Quaresma já está em curso nas bases, como evidenciado pela formação realizada na Paróquia São Francisco Xavier, em Barcarena. Conduzido pelo pároco, padre Renilson Macedo, o encontro no Centro de Eventos Paroquial reuniu coordenadores de comunidades, pastorais e movimentos para instrumentalizá-los como animadores da Campanha. O foco foi claro: transformar a realidade da moradia em um sinal concreto de acolhida e fraternidade, alinhando o compromisso evangélico com a transformação social.

Este esforço formativo descentralizado é crucial para que a mensagem da Campanha atinja cada lar diocesano, impulsionando o cuidado pastoral com os mais vulneráveis. A Diocese de Abaetetuba, ao abraçar este tema, reforça o papel da Igreja como promotora da dignidade humana, incentivando os fiéis a se converterem integralmente — interior e socialmente — para que a missão de Cristo de “morar entre nós” se concretize na garantia de que cada família tenha um lugar seguro e digno para viver.

(resumo baseado no texto e fotos enviadas pela Pascom da Paroquia de Barbacena) 

Diocese de Bragança

A Diocese de Bragança deu o tom de sua Quaresma 2026 no último domingo, 22 de fevereiro, ao realizar a abertura diocesana da Campanha da Fraternidade no Conjunto Habitacional João Alves da Mota, no bairro Vila Sinhá. Sob a presidência de Dom Raimundo Possidônio, e com a participação de diversos padres e fiéis, a celebração na quadra de esportes simbolizou a proximidade da Igreja com as realidades sociais mais urgentes. O tema “Fraternidade e Moradia” e o lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14), foram o foco, ressaltando que a habitação é, antes de tudo, uma questão humana de dignidade, e não apenas sociológica ou política.

Em sua homilia, Dom Raimundo Possidônio reforçou o compromisso da Igreja com as pessoas que sofrem com a falta de condições mínimas de vida, destacando que a presença no conjunto habitacional celebra as conquistas através de políticas públicas, mas também aponta para aqueles que ainda estão à margem. O bispo reafirmou a missão evangelizadora e social da Igreja no Brasil, mesmo diante de divergências, e apresentou um símbolo poderoso: a imagem do “Jesus das Ruas”, que representa Cristo identificado com a população em situação de rua.

O encerramento da missa trouxe a concretização dos compromissos para a Quaresma, com o padre Lenilson Ferreira, coordenador diocesano de pastoral, apresentando gestos concretos. As propostas incluem a criação de uma ação solidária permanente em prol da moradia, a formação de equipes para identificar famílias vulneráveis e a promoção de mutirões para pequenas reformas e construção de moradias simples. Esta mobilização demonstra que a CF 2026 na Diocese de Bragança será vivida através de uma conversão integral, que se manifesta na prática da solidariedade ativa.

(resumo baseado no texto e fotos enviadas pela Pascom da Diocese de Bragança)

Diocese de Cametá

(informações não enviadas)

 

Diocese de Castanhal

A Diocese de Castanhal iniciou seu ciclo quaresmal na Quarta-Feira de Cinzas, na Catedral Santa Maria Mãe de Deus, com uma celebração eucarística presidida por Dom Carlos Verzeletti. A presença massiva de fiéis, embora celebrada pelo bispo, serviu como um chamado à reflexão: a manifestação de fé deve ser contínua e culminar na Celebração Pascal. A liturgia da imposição das cinzas, que marca o tempo de penitência e busca pelo Sacramento da Reconciliação, preparou o terreno para a Campanha da Fraternidade 2026, que se apresenta como um eixo central desta preparação espiritual.

Em sua homilia, Dom Carlos Verzeletti conectou a penitência quaresmal diretamente ao tema da Campanha da Fraternidade 2026: *“Fraternidade e Moradia”* e o lema *“Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14)*. O bispo expressou sua perplexidade diante das profundas desigualdades sociais que persistem no Brasil, afirmando que a existência de irmãos que vivem em casebres ou sem moradia digna é um “sinal de que, ainda, não estamos numa plena civilização”. A moradia, portanto, é colocada como um termômetro da qualidade de nossa sociedade e do nosso compromisso cristão.

A reflexão na Catedral de Castanhal ecoa o chamado da Igreja “Comunhão” para o envolvimento de todos, onde o tempo litúrgico é de “trânsito e não de posse”, visando a dispersão da semente do Evangelho. Ao vincular a penitência pessoal à luta por moradia digna, a Diocese de Castanhal estabelece que a conversão exigida pela Quaresma deve se traduzir em ação social, cobrando políticas públicas e promovendo a consciência de que a ausência de um lar é uma chaga social que impede a plena vivência da fraternidade proposta por Cristo.

(resumo baseado no texto e fotos enviadas pela Pascom da Diocese de Castanhal) 

Diocese de Macapá

A Diocese de Macapá rompeu com a tradição e iniciou a Campanha da Fraternidade 2026, juntamente com o rito da Quaresma, no dia 18 de fevereiro, realizando a missa de abertura na área de ocupação Nova Colina, na Zona Norte da capital. Cerca de 300 fiéis, incluindo padres, diáconos e religiosas, reuniram-se na sede da Associação de Moradores para a celebração presidida por Dom Antônio de Assis Ribeiro, SDB. A escolha do local, segundo o bispo, foi intencional, realizar o evento “no ar-condicionado” da Catedral seria uma contradição direta ao tema deste ano, “Fraternidade e Moradia”, pois a Igreja deve, primeiramente, “fincar sua barraca lá onde vivem aqueles onde não tem uma digna moradia”, disse o bispo.

Em sua homilia, Dom Antônio enfatizou que a presença da Igreja Católica nesses contextos de vulnerabilidade traz uma diferença efetiva, pois não se trata apenas de levar a Bíblia, mas de implementar pastorais, serviços, caridade, educação e a palavra que provoca a mudança real. O bispo estabeleceu uma ligação inseparável entre a penitência quaresmal e a ação social, declarando que *“não há conversão sem fraternidade”*, o que significa que rituais religiosos como confissão e Via-Sacra perdem o sentido se não houver um real engajamento com o irmão. O membro da Comissão Diocesana, Denner Macedo, reforçou que este é um tempo para um “olhar mais humano” aos que sofrem sem teto, terra ou trabalho.

Como desdobramento prático do lema “Ele veio morar entre nós!” (Jo 1, 14), a liderança diocesana lançou um forte apelo à saída missionária. Os compromissos assumidos incluem intensificar as visitas às baixadas e ocupações, conquistar terrenos, edificar capelas e promover pastorais em ambientes onde a Igreja ainda não está presente. Um dos compromissos concretos destacados é a fundação de novas comunidades católicas nessas áreas de ocupação, garantindo que a mobilização e o envolvimento da Campanha se traduzam em ações contínuas de evangelização e apoio à luta por moradia digna.

(resumo baseado no texto e fotos enviadas pela Pascom da Diocese de Macapá)

(fotos formação CF26 na Paróquia de Santo Antônio do Laranjal do Jarí – enviadas por Denner Macedo)

 

 

Diocese de Marabá

A Diocese de Marabá iniciou oficialmente a Campanha da Fraternidade 2026, durante a Missa de Quarta-feira de Cinzas, 18 de fevereiro, na Catedral Diocesana. A celebração, presidida por Dom Vital Corbellini, reuniu centenas de fiéis e padres, marcando o início do Tempo Quaresmal, que é um convite à conversão, oração, jejum e caridade. O bispo utilizou o gesto simbólico da imposição das cinzas para convidar os cristãos à reflexão sobre a fragilidade da vida e à renovação do compromisso evangélico, alinhando a penitência pessoal com a ação social proposta pela Campanha.

A escolha de iniciar a campanha na Catedral sublinha a urgência do tema, pois, como destacou Dom Vital, a moradia digna é um direito fundamental confrontado pela realidade de milhões de brasileiros vivendo em condições precárias. A metodologia da CF 2026 na diocese segue o tripé eclesial, Ver a realidade da moradia, Iluminar essa realidade com o Evangelho e o lema da Campanha, e, crucialmente, Agir concretamente. A campanha, que vinha sendo promovida com formações desde janeiro, visa conscientizar a comunidade sobre a dignidade habitacional, inspirada na presença de Cristo entre nós.

Para concretizar a reflexão, a Diocese de Marabá planeja aprofundar o tema através de círculos de estudo sobre o texto-base e promover ações que traduzam a fraternidade em gestos práticos de solidariedade. A presença da Igreja deve ser efetiva, promovendo a mudança que vai além da pregação, envolvendo pastorais e serviços. O compromisso da diocese, portanto, é transformar a Quaresma em um tempo de mobilização intensa, garantindo que a reflexão sobre a moradia se traduza em iniciativas que busquem soluções para as famílias em situação de vulnerabilidade habitacional na região.

(resumo baseado no texto e fotos enviadas pela Pascom da Diocese de Marabá)

Diocese de Óbidos

(informações não enviadas)


Diocese de Ponta de Pedras

A Diocese de Ponta de Pedras, inserida na Arquidiocese de Belém e no Regional Norte 2 da CNBB, alinha-se ao tema nacional da Campanha da Fraternidade 2026: “Fraternidade e Moradia”, com o lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14). A abertura da Campanha no Pará, como um todo, seguiu o chamado da Igreja para um tempo de profunda reflexão sobre a dignidade humana, simbolizado pela moradia. O início do ciclo quaresmal e da CF/26 na região se deu em um momento de grande mobilização eclesial, reforçando a urgência de enfrentar o déficit habitacional brasileiro.

A abertura da Campanha em dioceses vizinhas, como Belém e Santarém, serviu como um indicativo das ações esperadas em Ponta de Pedras, focadas na saída missionária e na proximidade com as realidades de vulnerabilidade. Em outras partes do Pará, a abertura envolveu o envio de missionários com ícones de casas ornamentadas, o que sugere uma ênfase na presença de Cristo no lar e na comunidade. A CF  26, neste contexto amazônico, convida a Igreja a “fincar sua barraca” onde a moradia digna é escassa, transformando a penitência da Quaresma em ação concreta.

As formações diocesanas, que antecedem ou acompanham a abertura, focaram em capacitar os fiéis e o clero para o ‘ver, iluminar e agir’ propostos pela CNBB. O objetivo central é que a Quaresma não seja apenas um tempo de ritos individuais, mas um período de mobilização conjunta para garantir que o lema “Ele veio morar entre nós” se concretize na luta pelo direito à moradia digna para todos os cidadãos da Diocese de Ponta de Pedras.

(resumo do texto baseado em pesquisa de campo e fotos enviadas pelo padre Silvio Santos)

 

Diocese de Xingu Altamira

A Diocese de Xingu-Altamira dedicou os dias 21 e 22 de fevereiro à abertura da Campanha da Fraternidade 2026. O processo começou com uma formação para as Áreas Pastorais na Igreja São Domingos de Gusmão, no bairro Bela Vista, onde as professoras Ana Verena e Maria Joaquina conduziram a reflexão sobre a temática da moradia, analisando os desafios específicos enfrentados pelas famílias da região. A abertura oficial da campanha, que trata da “Fraternidade e Moradia”, culminou em uma Santa Missa na Catedral Diocesana Sagrado Coração de Jesus na manhã do dia 22. As ações de conscientização continuam agendadas, incluindo uma nova formação paroquial em Altamira no dia 7 de março e um diálogo com órgãos municipais sobre a questão habitacional.

Paralelamente à mobilização da Campanha, o clero da diocese vivenciou um momento profundo de espiritualidade e renovação do chamado sacerdotal durante seu retiro. A celebração eucarística que marcou o segundo dia foi presidida por Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa, Arcebispo de Olinda/Recife e 2º Vice-Presidente da CNBB, que também guiou as meditações. Em sua homilia, Dom Paulo Jackson reforçou a necessidade de os presbíteros “permanecerem no Coração de Cristo” para, só então, conduzir o povo, enfatizando que o retiro é essencial para silenciar o coração e escutar novamente a voz do Senhor.

O clima de recolhimento e fraternidade no retiro serviu para fortalecer o ardor missionário dos sacerdotes, que renovaram sua entrega a Deus em meio aos desafios da missão na Amazônia. A exortação de Dom Paulo Jackson para “não perder a alegria do ministério”, sustentada pela graça e comunhão da Igreja, prepara o corpo presbiteral para dar seguimento às propostas da CF/26. Assim, a diocese une a renovação espiritual do clero a um compromisso prático com a realidade social, garantindo que o espírito da Campanha se materialize em serviço ao povo de Deus em Xingu-Altamira.

(resumo baseado no texto e fotos enviadas pela Pascom da Diocese de Xingu Altamira)

 

Prelazia de Itaituba

A Prelazia de Itaituba iniciou oficialmente a Campanha da Fraternidade 2026, com a Paróquia Santa Luzia, em Novo Progresso, sendo um ponto focal para as celebrações que marcaram o início da Quaresma. A abertura da campanha, sob o tema “Fraternidade e Moradia”, mobilizou a comunidade para refletir sobre a urgência de um olhar atento à realidade habitacional local. Este momento pastoral não foi apenas uma celebração litúrgica, mas sim um chamado à conversão que exige dos fiéis um engajamento ativo com as famílias que enfrentam a precariedade de moradia na região, ecoando o lema “Ele veio morar entre nós”.

O cuidado pastoral, inerente à missão da Igreja, ganha contornos urgentes diante dos desafios sociais da Prelazia de Itaituba. A reflexão compartilhada na Paroquia de Santa Luzia transcendeu o ambiente da fé, exigindo que a comunidade e seus líderes se tornem voz ativa na denúncia das carências estruturais. É fundamental que o olhar pastoral se traduza em um acompanhamento efetivo das famílias vulneráveis, identificando casos críticos e promovendo a fraternidade como prática diária, indo ao encontro daqueles que não possuem um lar digno ou vivem em condições insalubres.

Contudo, a superação do déficit habitacional exige uma articulação que vai além da caridade eclesial. A abertura da Campanha da Fraternidade na região de Itaituba serve como um manifesto pela necessidade imperiosa de políticas públicas eficazes e de um olhar governamental comprometido com o direito à moradia. A colaboração entre a Igreja e o poder público municipal e estadual é vital para garantir que os projetos de habitação e infraestrutura cheguem a todos os cidadãos, transformando a reflexão da Quaresma em um compromisso social permanente e estrutural para o bem-estar da população.

(texto baseado em pesquisa de campo e fotos enviadas pelo Coordenador de Pastoral da Prelazia de Itaituba Pe Rogerio Zenateli/ fotos: Paroquia Santa Luzia em Novo Progresso)

Prelazia do Marajó

A Prelazia do Marajó, sob a liderança de Dom José Ionilton Lisboa, deu início à Campanha da Fraternidade 2026 na Quarta-feira de Cinzas, estendendo a celebração e a explicação dos objetivos da campanha às diversas paróquias do Arquipélago. Com o tema “Fraternidade e Moradia” e o lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14), o bispo convocou as comunidades a um despertar espiritual e social, mobilizando os fiéis a compreenderem como podem, de forma concreta, ajudar o próximo mais necessitado na região. Este chamado inicial visa transformar a reflexão quaresmal em um compromisso prático com a dignidade humana, central para a missão da Igreja no Marajó.

O aprofundamento no tema da moradia na Prelazia exige que as pastorais e comunidades olhem para além da assistência imediata, buscando compreender as raízes da precariedade habitacional no contexto insular e ribeirinho do Marajó. A necessidade de cuidado pastoral se entrelaça diretamente com a demanda por políticas públicas estruturantes. A Igreja, ao levar a explicação da CF 26 às comunidades, funciona como um catalisador para que os desafios locais — que envolvem desde a infraestrutura básica até a posse da terra — sejam trazidos à luz do Evangelho e, consequentemente, cobrados das esferas governamentais.

A abertura da CF 26 no Marajó estabelece uma ponte crucial entre a espiritualidade da Quaresma e a intervenção social. As pastorais têm o papel de aprofundar o tema, conscientizando sobre a dignidade de “ter um lugar para morar”, e, ao mesmo tempo, pressionar por ações governamentais que ofereçam soluções sustentáveis. O objetivo final é que a presença de Cristo, simbolizada no lema, se manifeste na construção de uma realidade onde o direito à moradia seja efetivamente garantido por meio de políticas públicas justas e eficazes para toda a população do Arquipélago.

(texto baseado em pesquisa de campo e fotos enviadas pela Pascom da Paroquia ….) 

 

Prelazia do Alto Xingu Tucumã

(informações não enviadas)

 

As pessoas interessadas em participar de formações sobre a CF26 devem buscar informações na diocese/prelazia ou paróquia proximo a sua casa para conhecer o calendário. Caso deseje realizar formações e necessite de um assessoramento, entre em contato com a sede do Regional Norte 2, através do whtasapp (91) 98416-8812 ou pelo e-mail secretaria@cnbbn2.com.br

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