por Rafaelli Marques | Pascom Diocese de Macapá

Com o intuito de preparar as paróquias e comunidades para vivenciarem a Campanha da Fraternidade 2026, a Diocese de Macapá realizou no sábado (10), no auditório do Centro Diocesano de Pastoral Dom José Maritano, um encontro de formação para multiplicadores. Este ano o tema lançado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), é “Fraternidade e Moradia”, e o lema bíblico “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14).

A abertura foi feita pelo Bispo Diocesano Dom Antônio de Assis Ribeiro, SDB, que fez a apresentação geral da Campanha da Fraternidade 2026, com a explicação do Texto-base e objetivos. “Campanha da Fraternidade, porque nós somos chamados a ser fraternos. O amor é algo prático, concreto. Nós visibilizamos Deus através das nossas atitudes. Nós visibilizamos as três virtudes teologais, fé, esperança e caridade, através das nossas atitudes. Então, isso é um compromisso fundamental para todos nós. A Campanha significa esforço conjunto, mutirão e envolvimento”, explicou o bispo, que reforçou “A igreja é chamada a ser, a estar perenemente sempre em uma campanha de fraternidade. A família, as comunidades e todas deverão estar em uma campanha de fraternidade permanentemente”, pontuou Dom Antônio.

A programação também contou com as seguintes formações: “Ver – A Realidade da Moradia no Brasil”, ministrada pelo Diácono Davi Serrão, “Iluminar – Ele Veio Morar entre nós”, ministrada pelo diácono Jefferson Souza e “Agir – Construirão Casas e Nelas Habitarão”, ministrada por Denner Macedo. A proposta das formações era apresentar as principais ideias do Texto-base da CF 2026.

Estiveram presentes lideranças paroquiais, agentes de pastorais, movimentos eclesiais, novas comunidades, religiosas, diáconos e padres.

Dentre eles estavam o professor Frank Soares e o estagiário Israel Soares, pertencentes a Paróquia Nossa Senhora do Brasil Aparecida, de Porto Grande, cerca de 115 km de distância da capital. Eles relatam o desafio de deslocamento, mas para eles, isso é um chamado para fortalecimento e partilha em comunidade.

“Reconhecemos a importância que tem a formação, sobretudo de modo especial, a Campanha da Fraternidade. Quando nos deslocamos do município a capital, nós viemos ao encontro do Cristo com o outro, para aprender com o outro nesse processo de caminhada, de construção do reino de Deus que faz parte da nossa vida, mas sobretudo também compartilhar essa experiência rica com a nossa comunidade”, pontuou Frank, que também compõem a Pastoral da Catequese. 

“É um desafio, mas também é um chamado. Principalmente agora com o nosso tema que é moradia, e que Jesus habitou entre nós, veio morar entre nós. É bom entendermos como é que anda o nosso irmão e as pessoas que às vezes a gente não conhece e a gente despreza, como dizia o canto. É muito bom olhar, ter uma perspectiva de como nós devemos agir dentro da nossa sociedade e como a igreja”, disse Israel, que também é membro da Pastoral da Juventude.

Essa primeira formação marca o início da caminhada até as ações e encontros referentes à Campanha dentro das paróquias e demais comunidades. O pároco da Paróquia Jesus Bom Samaritano, padre Antônio Figueiredo, reforçou que os ensinamentos do momento foram importantes, para tornar as propostas permanentes. “Precisamos receber a formação e a conscientização, e conscientizar também as pessoas e levar pra frente essa grande campanha. Ela tem que ser permanente, não pode ser uma rápida, passageira. Fazer uma campanha permanente que vai levar a refletir, a pensar e também a tomar atitudes, de levar a presença da igreja, especialmente a presença de Deus a pessoas que mais precisam, de qualquer lugar onde estejamos”, ressaltou ele.

A paroquiana da Jesus Bom Samaritano, da comunidade Imaculado Coração de Maria, Ana Maria Palheta, destacou que o tema deste ano é muito importante, porque tocar em uma das principais mazelas sociais. “Coisas que eu não sabia e vim ver aqui. Principalmente as pessoas em situação de rua, que quando eu passo nas ruas que eu vejo um irmão nosso, que são nossos irmãos, dormindo na calçada, bancos, praças, naquele papelão, aquilo me dói na alma (…). Aqui nós estamos no nosso grupo, nós vamos além, temos que ir mais além. Geralmente colocamos em prática o que aprendemos”, disse Ana.

Está missão de conversão e solidariedade social também se estenderá aos interiores. O diácono Alfrane Santos, responsável pela Paróquia Santa Barbará, explicou como a formação foi necessária, para aplicar dentro da realidade local. “Eu estou em uma realidade que é do interior e mesmo distante, a não foge dessa realidade urbana, porque lá tem vilas e tem pessoas que não tem casa e quando tem, são aquelas casas que não têm condições de moradia digna. Então, virmos aqui abastecer-se de subsídios sobre como pensar essa realidade de lá e colocar em prática. E vamos ver, na graça de Deus, com a Divina Providência, o que podemos fazer por essas pessoas que estão com dificuldades de moradia “, detalhou.

Ao final houve partilha de experiências e Dom Antônio apresentou os compromissos Diocesanos a serem assumidos nesta Campanha da Fraternidade. Foram assumidos seis compromissos assumidos demonstram o foco da Igreja de Macapá nas questões de moradia e presença pastoral. São eles:

1. O mapeamento de novos assentamentos, ocupações irregulares e condomínios (e projetos).
2. Promoção da Coleta da CF 2026 no Domingo de Ramos.
3. Promoção da presença pastoral da Igreja nos assentamentos, quilombos, ocupações e baixadas.
4. Criação da Pastoral dos Condomínios.
5. Fundação de comunidades católicas (com terrenos e capelas) nas ocupações Nova Colina e Curralinho.

Para cada compromisso um grupo de trabalho foi formado para execução durante o ano.

Campanha da Fraternidade
Ela surgiu a partir de uma experiência em 1961, onde três padres responsáveis pela Cáritas do Brasil, criaram uma campanha para arrecadar recursos para as ações assistenciais da organização e a chamaram de “Campanha da Fraternidade”.

Após a sua expansão, em 1964 foi lançada a nível nacional pela CNBB. Desde de então acontece anualmente no período da Quaresma, para promover reflexão da realidade social e ações concretas de caridade.

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