
por Padre Cícero Edvam Magalhães / Econômo da Diocese de Marabá
foto CNBB
Entre os dias 19 e 21 de maio, a capital federal sediou o ‘II Seminário de Ecônomos’, promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O evento, realizado no Auditório São João XXIII da Casa Dom Luciano Mendes de Almeida, reuniu ecônomos, religiosos e profissionais de administração de todo o país sob o tema, “Gestão Eclesial em tempos de mudanças: desafios econômicos, pastorais e éticos”.
O Regional Norte 2 marcou presença expressiva com a participação da maioria dos ecônomos de suas dioceses. Para os representantes da nossa região, o seminário foi uma oportunidade crucial de atualização em áreas que impactam diretamente a missão da Igreja, como procedimentos contábeis, gestão de pessoas e orientações jurídicas.
A abertura contou com a palestra do Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giambattista Diquattro. Em sua fala, o Núncio enfatizou que as mudanças culturais e a secularização não devem ser vistas apenas como ameaças, mas como uma oportunidade providencial. “Esta circunstância nos convida a verificar se nossas estruturas, nossas práticas e nossas mentalidades estão à altura do Evangelho que proclamamos”, afirmou.
Além da dimensão pastoral, o encontro mergulhou em questões técnicas urgentes. Um dos eixos centrais de debate foram os impactos da ‘Reforma Tributária’ para o Terceiro Setor e para as instituições religiosas, buscando preparar as dioceses para as mudanças operacionais e contábeis que virão.
Sob a coordenação do Padre Felipe, ecônomo da CNBB, o encontro promoveu ricas trocas de experiências sobre governança e a implementação de padrões de compliance e auditoria. Essas práticas são vistas agora como fundamentais para garantir a transparência dos recursos, sendo um imperativo tanto moral quanto estratégico para a Igreja.
A tônica das discussões também passou pela governança digital. Em um cenário de transformação tecnológica, a profissionalização das equipes e o uso de dados foram apontados como caminhos para otimizar a sustentabilidade econômica das comunidades. O conferencista e contador Ian Blois reforçou que, embora os softwares de gestão sejam imprescindíveis, eles exigem uma mudança de cultura: “Gestão orçamentária integrada ao controle financeiro é o caminho para uma administração eclesial transparente, do plano pastoral ao plano de contas”.
Ao final do seminário, os participantes do Regional Norte 2 expressaram gratidão pelo apoio dos bispos e reafirmaram o compromisso de aplicar as atualizações e renovações necessárias em suas dioceses. O objetivo é fortalecer o processo de sinodalidade, reconhecendo que todos são corresponsáveis pela gestão eficiente e ética das Igrejas Particulares, garantindo que os recursos sirvam, primordialmente, à missão de evangelizar.
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