
por Vívian Marler / Assessora de Comunicação do Regional Norte 2
fotos Vatican News
Em uma cerimônia que une arte, fé e história, o Estúdio do Mosaico do Vaticano, parte integrante da Fábrica de São Pedro, concluiu um novo e impressionante medalhão em mosaico dedicado ao Santo Padre Leão XIV. Esta obra, que segue a antiga e reverenciada tradição de retratar cada Papa eleito, marca um momento significativo na continuidade visual da história da Igreja Católica.
A peça musiva, concebida para a Basílica de São Paulo Extramuros, foi concluída pouco mais de oito meses após a eleição de Leão XIV, atendendo a um pedido do Cardeal James Michael Harvey, Arcipreste da Basílica. O medalhão, com um diâmetro de 137 centímetros, é uma demonstração primorosa da arte do mosaico vaticano. Realizado com esmaltes vítreos e ouro sobre uma estrutura metálica, o trabalho empregou a técnica ancestral do mosaico cortado, fixado com o tradicional estuque oleoso, característico da oficina vaticana.
A concepção artística da obra baseou-se em um esboço pictórico do renomado mestre Rodolfo Papa. Este óleo sobre tela, com as mesmas dimensões do medalhão final, foi especialmente criado para a transposição para o complexo meio do mosaico. Após sua finalização, a obra será aplicada na nave direita da Basílica, a uma altura aproximada de 13 metros, posicionando-se ao lado do retrato já existente do Papa Francisco.
O “Tondo dos Papas”: Uma Galeria Viva da História da Igreja
Este novo medalhão se integra ao “Tondo dos Papas”, uma galeria única e contínua de retratos em mosaico que adorna a Basílica Papal de São Paulo Extramuros. A coleção, que remonta a tempos antigos, exibe atualmente 266 medalhões de aproximadamente 130 cm de diâmetro, traçando uma linha do tempo visual desde São Pedro até o Papa Francisco. Cada retrato é uma obra meticulosa, criada com a técnica tradicional de mosaico filato, utilizando milhares de pequenas pedras de vidro colorido cortadas à mão.
O Estúdio de Mosaico do Vaticano, fundado em 1727, é o guardião desta tradição, adicionando um novo medalhão a cada novo Papa eleito. A tradição dita que o espaço para o Papa reinante seja marcado por uma luz acesa, com um espaço vazio reservado para o sucessor. O mosaico do Papa Francisco, por exemplo, levou cerca de dez meses para ser concluído. A coleção serve como uma verdadeira “aula de história da Igreja”, ilustrando visualmente a sucessão apostólica e a continuidade do papado ao longo dos séculos.
Apresentação ao Santo Padre
Na manhã desta quarta-feira, 14 de janeiro, o Papa Leão XIV teve a oportunidade de contemplar o mosaico circular em uma pequena sala na Sala Paulo VI. A apresentação foi conduzida pelo Cardeal Mauro Gambetti, Arcipreste da Basílica de São Pedro; pelo Cardeal James Michael Harvey, Arcipreste de São Paulo Extramuros; pelo Abade do Mosteiro de São Paulo, Padre Donato Ogliari; pelo mestre Rodolfo Papa; e pelo diretor do Estúdio do Mosaico Vaticano, Paolo Di Buono. Ao final do encontro, o Pontífice dedicou um momento de oração junto aos presentes, ao lado da recém-concluída obra.
O esboço pictórico original, que serviu de base para o mosaico, será conservado, juntamente com toda a série de retratos dos pontífices, na Fábrica de São Pedro, no Vaticano, como parte do valioso acervo artístico e histórico da Santa Sé.
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