por Dom José Ionilton Lisboa, SDV
Bispo da Prelazia do Marajó

Este evangelho nos relata a chamada Transfiguração de Cristo. Transfigurar significa mudar de figura. Cristo ficou com o seu rosto brilhante e suas roupas brancas como a luz, depois que Ele subiu a uma “alta montanha”. Subir a uma montanha na Bíblia, significa querer entrar em maior comunhão com Deus. Foi aí neste encontro especial com o Pai que Jesus vivenciou a transfiguração. Isto nos ensina que a oração deve nos transformar, nos transfigurar. Não podemos continuar do mesmo jeito depois de nossa oração. Li em certo lugar, e não lembro o autor, que “fazemos a oração e a oração nos faz”.

Estamos vivendo a Quaresma, tempo de conversão. Conversão é mudança de mentalidade, é transfiguração de nossa vida. Poderemos nos perguntar: o que precisa ser transfigurado, mudado em nossa vida, na vida de nossa família, de nossa Igreja, de nossa Prelazia (Arqui/Diocese), de nossa Paróquia, de nossa Comunidade, Pastoral, Grupo ou Movimento, da sociedade da qual fazemos parte? Sejamos, portanto, pessoas transfiguradas, famílias transfiguradas, igreja transfigurada, sociedade transfigurada. Que em nossa vida brilhe o amor, a solidariedade, a fraternidade, a partilha, o perdão, o respeito à dignidade de cada pessoa, o cuidado com as outras pessoas, especialmente com os pobres, o cuidado com a natureza, a tolerância, a paz, a democracia, a cidadania, a fé vivida em comunidade, nosso empenho para que todos tenham o direito à moradia digna respeitado e conquistado, como nos motiva a fazer a Campanha da Fraternidade de 2026.

Mateus escreve que veio do céu uma voz que dizia: “Este é o meu Filho amado, no qual pus todo o meu agrado. Escutai-o” (versículo 5). Esta voz é a voz de Deus Pai. Acolhamos o pedido de Deus Pai e escutemos a Jesus, seu Filho amado. Perguntemo-nos: Como estamos escutando a Jesus? Qual tem sido nossa atenção aos ensinamentos de Jesus? Temos lido, meditado os Evangelhos? Temos buscado viver o que Jesus nos ensina com suas palavras, seus gestos e suas atitudes? O Documento de Aparecida nos convida a conhecermos “Jesus Cristo tal como os Evangelhos nos transmitiram para conhecer o que Ele fez e para discernir o que nós devemos fazer nas atuais circunstâncias” (nº 139). Escutemos a Jesus! Ele é nosso Mestre! Ele nos convidou a aprendermos dEle (“Aprendei de mim” – Mateus 11, 29).

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