
por Ascom / Arquidiocese de Santarem
com colaboração e fotos da Pascom São Mateus
Com cartazes, apitos, músicas e mensagens de conscientização, o bairro Juá, em Santarém, foi palco, no último sábado, 16 de maio, da “Caminhada de Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”. A ação, promovida pela Cáritas da Arquidiocese de Santarém, reforçou o compromisso com a defesa da infância e da adolescência e integrou a mobilização nacional do 18 de Maio, data que marca o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.
A programação iniciou com concentração na Escola Maria Cristina Barreto, no bairro Vista Alegre do Juá, onde os participantes foram acolhidos com um café da manhã partilhado. Em seguida, a caminhada “A Voz da Proteção” percorreu as ruas da comunidade até o Núcleo São Jorge, da Pastoral do Menor, levando mensagens de alerta sobre prevenção, acolhimento e denúncia de casos de violência.
Segundo a coordenadora da Cáritas da Arquidiocese de Santarém, Francely Brandão, a iniciativa é fruto de um trabalho realizado em rede junto às instituições parceiras e à comunidade. “A ação acontece a partir de um trabalho conjunto com a Escola Maria Cristina Barreto. Estamos aqui mobilizando a sociedade para chamar atenção para o problema da exploração e do abuso sexual de crianças e adolescentes”, destacou.
O coordenador arquidiocesano de pastoral, Pe. Osinaldo Raphael Filho, também acompanhou toda a programação e destacou a importância de mobilizar a sociedade para o cuidado e a proteção da infância e da adolescência. Segundo ele, iniciativas como a caminhada reforçam o compromisso da Igreja com a defesa da vida e ajudam a alertar a comunidade sobre a necessidade de prevenir situações de abuso e exploração sexual. O sacerdote ressaltou ainda que o enfrentamento à violência exige atenção, denúncia e o envolvimento de toda a sociedade para que crianças e adolescentes não sejam vítimas dessas violações.
Durante o percurso, os participantes apresentaram cartazes produzidos nas atividades da campanha, reforçando o protagonismo juvenil na mobilização. Com apoio de carro de som, músicas temáticas e apitos, a caminhada também chamou a atenção da comunidade para a importância da denúncia por meio do Disque 100, dos Conselhos Tutelares e demais órgãos de proteção.
“O principal objetivo é fazer com que as próprias crianças saibam se defender. Mas os adultos também precisam denunciar. Se soubermos de qualquer caso, devemos avisar as autoridades competentes”, afirmou Francely. Ela explicou que o trabalho da Cáritas foca na prevenção. “Com as atividades, os pequenos aprendem a identificar o perigo e a pedir ajuda. Nós sempre indicamos o Disque 100, que é um canal muito seguro e eficiente.”
A coordenadora lembrou também que ninguém está sozinho nessa luta. “O Conselho Tutelar, as delegacias, as escolas e a Pastoral do Menor formam uma rede de apoio. São lugares seguros onde a criança pode desabafar com um professor, coordenador ou amigo de confiança. Assim, a proteção começa a agir”, concluiu.
No Núcleo São Jorge, os participantes viveram um momento de convivência e participaram de um circuito educativo com atividades recreativas, dinâmicas e formações voltadas à autoproteção e ao reconhecimento de sinais de abuso, de acordo com as diferentes faixas etárias.
Para a coordenadora do Núcleo São Jorge, Marinei Lopes Martins, o trabalho desenvolvido junto ao público infantojuvenil é uma forma de cuidado e prevenção. “A importância de trabalharmos com eles é porque conseguimos tirar muitos da vulnerabilidade. Muitas vezes os abusadores estão perto da gente e eles têm medo de contar ou não são escutados”, afirmou.
Ela explicou que o Núcleo realiza atividades permanentes de orientação e conscientização: “Aqui no Núcleo São Jorge, atuamos com palestras, rodas de conversa e orientações. Todos os sábados trabalhamos os direitos das crianças e adolescentes, explicando o que pode e o que não pode”.
O protagonismo juvenil também marcou a programação. Para o adolescente Wendel Ricardo, pequenas atitudes já fazem diferença na defesa da vida. “Fazendo algo pelas crianças e adolescentes, seja pequeno o que seja para defendê-las, já é algo grandioso”, salientou.
Ele também deixou uma mensagem de alerta e cuidado à comunidade: “Protejam suas crianças e seus amigos. De repente, podemos ter um abusador perto da gente, alguém com má intenção. Essa proteção não é dever somente dos pais, mas também dos jovens, porque cada um fazendo algo já faz uma grande diferença”.
O agente voluntário da Cáritas, Gustavo Alexandre Cardoso Pimentel, destacou a importância da conscientização e do acolhimento às vítimas. “Participar desse momento é uma forma de contribuir para que crianças e adolescentes não sejam vítimas de abuso e exploração sexual”, assegurou.
“Se tiver algo errado, falem, peçam ajuda, mas não se calem. Estamos aqui com vocês. Precisamos proteger nossas crianças. Elas precisam de amor e carinho para se desenvolverem”, completou Gustavo.
18 de Maio
A Lei nº 9.970/2000 instituiu o 18 de maio como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Brasil. A data foi criada em memória de Araceli Cabrera Sánchez Crespo, menina de 8 anos sequestrada, drogada, violentada e assassinada em 18 de maio de 1973, em Vitória (ES), tornando-se símbolo da luta pelos direitos da infância no país.
Parceiros
A ação contou com a parceria da Pastoral do Menor, Projeto Saúde e Alegria, Escola Maria Cristina Barreto e outras instituições comprometidas com a defesa da vida, da dignidade e da infância.
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