por Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira, SDV
Bispo da Prelazia do Marajó

A primeira leitura deste quinto domingo do Tempo Comum, do Profeta Isaías 58, 7-10 nos indica com clareza a Opção de Deus pelos pobres. Vejamos os recados de Deus para nós através do Profeta Isaías:

“Reparte o pão com o faminto, acolhe em casa os pobres e peregrinos, cobre o nu, não desprezes a tua carne (versículo 7);

A quem servir aos famintos, aos pobres e aos sem roupa, Deus promete: “Brilhará tua luz como a aurora e tua saúde há de recuperar-se mais depressa, a glória do Senhor de seguirá, invocarás o Senhor e Ele te atenderá” (versículos 8-9).

Deus condiciona a bênção da saúde e o atendimento de nossas preces ao nosso serviço aos pobres.

Faz-nos lembrar da parábola do julgamento final (Mateus 25, 31-46), onde Jesus condiciona nossa entrada no Reino a nosso serviço ao faminto, ao sedento, aos sem roupa, aos doentes, aos presos e aos migrantes.

Faz-nos lembrar, também, dos conselhos de Tobit a seu filho Tobias capítulo 4 do livro de Tobias: “Dos teus bens, filho, dá esmola e não desvies o rosto de nenhum pobre, para que de ti não se desvie a face de Deus” (versículo 7); “Dá do teu pão a quem tem fome e da tua roupa aos que estão nus. Dá tudo o que tiveres em abundância, dá esmola e não sejas mesquinho ao dar” (versículo 16).

Motivados pela Palavra de Deus através do Profeta Isaías, recordemos de alguns ensinamentos do Papa Leão XIV na Exortação Apostólica “Dilexi te” (Apocalipse 3, 9 – “Eu te amei”), sobre o amor para com os pobres:

Dilexi te, 3: “Que todos os cristãos possam perceber a forte ligação existente entre o amor de Cristo e o seu chamamento a tornarmo-nos próximos dos pobres”.

Dilexi te, 5: “O contato com quem não tem poder nem grandeza é um modo fundamental de encontro com o Senhor da história. Nos pobres, Ele ainda tem algo a nos dizer”.

Dilexi te, 9: “No rosto ferido dos pobres encontramos impresso o sofrimento dos inocentes e, portanto, o próprio sofrimento de Cristo”.

Dilexi te, 10: “O compromisso em favor dos pobres e pela erradicação das causas sociais e estruturais da pobreza, embora tenha adquirido importância nas últimas décadas, ainda continua insuficiente”.

Para concluir recordemos este outro ensinamento do Papa Leão XIV, em sua Mensagem para o Dia Mundial dos Pobres de 2025: “Os pobres não são um passatempo para a Igreja, mas sim os irmãos e irmãs mais amados, porque cada um deles, com a sua existência e, também, com as palavras e a sabedoria que trazem consigo, levam-nos a tocar com as mãos a verdade do Evangelho”.

Diante do que nos provoca a Palavra de Deus através do Profeta Isaías e diante das palavras, também, provocadoras do Papa Leão XIV, perguntemo-nos: Pode um cristão católico, uma cristã católica não fazer opção pelos pobres em sua missão evangelizadora? Pode um cristão católico, uma cristã católica acusar quem faz opção pelos pobres na vivência de sua vocação de estarem fazendo algo contrário à nossa fé cristã católica?

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