credito: Paróquia Nossa Senhora Rainha da Paz ilhas de Abaetetuba / Diocese de Abaetetuba

por Vívian Marler / Assessora de Comunicação do Regional Norte 2

O católico está no coração da Quaresma. Este é o tempo do deserto, da oração intensificada e, acima de tudo, da reconciliação. No entanto, é muito comum surgir uma dúvida no balcão da secretaria paroquial ou na fila da igreja, “Padre, eu vim para uma direção ou para confessar?”.

Embora ambas as práticas envolvam o diálogo com um sacerdote e busquem a santidade, elas possuem naturezas e objetivos bem diferentes. Entender essa distinção é o primeiro passo para viver uma Semana Santa frutuosa.

A Confissão ou Sacramento da Penitência, é considerado o ‘Tribunal da Misericórdia’, é um ato litúrgico e sacramental. Nela, o fiel apresenta seus pecados, faltas concretas contra Deus e o próximo, para receber o perdão divino através da absolvição do sacerdote, que age in persona Christi (na pessoa de Cristo). O ‘Foco’ é o passado, fazer a pessoa pensar ‘o que eu fiz de errado e me afasta de Deus’; tem como objetivo a reconciliação e restauração da graça santificante. O católico deve buscar pelo sacramento sempre que houver consciência de pecado grave ou regularmente para fortalecer a alma. A confissão é sigilosa, é absoluto e inviolável (o Selo Sacramental).

Já a Direção Espiritual ou Acompanhamento, é considerado o ‘Mapa para a Santidade’, é um processo de aconselhamento. Não é um sacramento, mas uma ferramenta de discernimento. Aqui, o fiel compartilha suas dúvidas, suas dificuldades na oração, suas inclinações e seus planos de vida. Seu Foco é o presente e o futuro e faz o católico refletir como ele pode ouvir melhor a voz de Deus no meu dia a dia. Seu objetivo é o ‘Crescimento’ nas virtudes, discernimento vocacional e progresso na vida interior. Geralmente um padre, mas também religiosos(as) ou leigos devidamente preparados e autorizados podem oferecer essa ‘Direção Espiritual’. As pessoas interessadas em receber o direcionamento pode busca-las em encontros agendados, geralmente com periodicidade mensal ou bimestral.

Sabendo da importância do Sacramento da Reconciliação para a Páscoa, as paróquias do Regional Norte 2 (Pará e Amapá) estão na fase de finalizar os tradicionais ‘Mutirões de Confissões’ em suas dioceses. Nesta época, diversos sacerdotes se unem em uma única paróquia ou comunidade para atender o maior número possível de fiéis. É uma oportunidade única de encontrar ‘portas abertas’ e corações prontos para acolher o arrependimento. No Marajó, nas margens dos rios do Amapá ou na agitação de Belém, o convite é o mesmo, não deixe para a última hora.

Dica Pastoral
Para o Mutirão, o ideal é levar o seu ‘Exame de Consciência’ já feito. Como o fluxo de pessoas é grande, a Confissão deve ser objetiva e direta. Deixe as orientações de vida e conselhos mais longos para um agendamento de Direção Espiritual em outro momento.

Nesta Semana Santa, permita que a misericórdia de Deus renove as suas forças. Procure sua paróquia, informe-se sobre os horários do mutirão e faça uma boa confissão. Neste link, você pode encontrar a programação dos Mutirões em algumas Dioceses e Prelazias https://cnbbn2.com.br/a-importancia-da-confissao-e-o-mutirao-quaresmal/ 

 

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