por Vívian Marler / Assessora de Comunicação CNBB Regional Norte 2

Há orações que atravessam gerações. O Rosário é uma delas. Rezado em lares, paróquias, hospitais e celas, ele carrega séculos de história e milhões de histórias dentro de si. É justamente dessa força silenciosa e profunda que nasce ‘O Poder do Rosário’, o novo longa-metragem que chega aos cinemas brasileiros no próximo mês, produzido pela Stone Entertainment em parceria com a Kolbe Arte.

No centro da narrativa está Helena, uma menina de fé viva e inabalável. Criada pela mãe, Sandra, ela carrega no coração uma ferida comum a tantas crianças, a ausência do pai. Mas carrega também algo que poucos têm em tão tenra idade, uma relação próxima e genuína com Deus e com Nossa Senhora.

Quando mãe e filha decidem dar o passo de buscar esse pai ausente, a vida não segue o roteiro esperado. Um acontecimento inesperado transforma tudo, e é exatamente nesse ponto de virada que o Rosário deixa de ser apenas um gesto de devoção para se tornar o fio condutor de toda a trama. Ele conecta personagens, abre caminhos que pareciam fechados e desperta transformações que a razão sozinha não consegue explicar.

A história ainda acompanha André, um homem distante da fé, cuja vida é sacudida ao se aproximar da realidade de Helena e sua família. Nesse encontro improvável, algo começa a se mover dentro dele. É o tipo de transformação que não acontece de uma hora para outra, mas que, quando acontece, muda tudo.

O que torna ‘O Poder do Rosário’ singular não é apenas o enredo, mas a forma como ele trata a oração. No filme, o Rosário não aparece como cenário ou símbolo decorativo. Ele pulsa. Ele age. Ele acompanha os personagens em seus momentos mais frágeis e mais decisivos, e vai, pouco a pouco, ressignificando o que eles vivem.

Para o diretor Tiago Benetti, da Stone Entertainment, isso era inegociável desde o início. “A gente partiu de situações que fazem parte da vida de muita gente. A fé está ali, dentro dessas relações e desses conflitos. O Rosário entra nesse contexto de forma natural, acompanhando os personagens e, pouco a pouco, mudando a forma como eles enfrentam o que estão vivendo. É uma transformação que nem sempre dá pra explicar em palavras, mas quem se abre a viver isso consegue experimentar essa força do Rosário de transformar vidas e realidades”.

A presença de Maria atravessa toda a narrativa como sinal de amparo e esperança. Não uma Maria distante ou intocável, mas uma Mãe que se faz presente exatamente onde a dor é maior. Em um tempo marcado pela ansiedade, pela fragmentação familiar e pela perda de referências, o filme lembra que o Rosário continua sendo escola de oração, caminho de consolo e instrumento poderoso de intercessão.

Para Angela Morais, fundadora e CEO da Kolbe Arte, o filme nasce de um compromisso com a vida real. ‘O Poder do Rosário’ é um filme que nasce da realidade das famílias. A gente quis apresentar uma história onde a fé não aparece como algo distante, mas como presença concreta no dia a dia, especialmente nos momentos mais difíceis. É nesse contexto que a oração ganha sentido e se torna fonte de força e esperança”.

Com 90 minutos de duração, o longa é acessível e emocionalmente honesto. Não poupa o espectador das dores da vida, mas tampouco o deixa sem resposta. É um filme para famílias, para quem já reza o Rosário e para quem nunca rezou. Para quem crê e para quem ainda busca.

No Elenco e participações especiais. O filme reúne Myrian Rios, Alexandre Machafer e Tarcizio Rafael, ao lado das estreantes Bella Maria Benetti e Bárbara Marinho. O projeto conta ainda com as participações especiais de frei Gilson e padre Fábio Galdino, além do Instituto Hesed, reforçando a ponte entre cinema, espiritualidade e comunidade de fé.

‘O Poder do Rosário’ não é apenas um filme, é um convite. Um convite para que famílias, grupos e comunidades redescubram juntos uma das devoções mais antigas e mais vivas da Igreja. Um convite para olhar para as próprias dores com outros olhos. E, quem sabe, para pegar nas contas do Rosário com uma fé renovada.

Nas telas em maio de 2026. Nos corações, para muito além disso.