
por Vívian Marler / Assessora Comunicação CNBB Regional Norte 2
Nos próximos dias 21 e 22 de maio, o Vaticano se tornará o epicentro de uma reflexão profunda sobre como a liderança deve ser exercida dentro das estruturas da Igreja. O Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida promove, na ‘Aula Nuova do Sinodo’, o Encontro Anual com moderadores de associações internacionais de fiéis, movimentos eclesiais e novas comunidades.
Com o tema “Servir, acompanhar, guiar. Fundamentos e práticas de governo nas associações”, o evento reunirá cerca de 200 líderes representando 104 organizações reconhecidas pela Santa Sé. O objetivo é claro, mas desafiador: garantir que o exercício da autoridade seja vivido não como poder, mas como um serviço evangélico voltado ao bem comum e à proteção do carisma original de cada grupo.
A dinâmica do encontro reflete o método sinodal da “conversação no Espírito”. A abertura ficará a cargo do Cardeal Kevin Farrell, Prefeito do Dicastério, seguida por conferências que abordam os pilares teológicos e canônicos da governança. Um dos momentos mais aguardados da manhã de quinta-feira será a intervenção do Papa, que deve reforçar a importância da transparência e da distinção entre o foro de governo e o foro de consciência.
No período da tarde, o foco se volta para os desafios práticos enfrentados pelo Dicastério na gestão dessas associações, abrindo espaço para grupos de trabalho onde os próprios moderadores poderão compartilhar dificuldades e buscar caminhos de melhoria.
O segundo dia será marcado por testemunhos concretos. Destaque para a participação de Dom José Ángel Saiz Meneses, que abordará a delicada e essencial relação entre os moderadores dos movimentos e os Bispos diocesanos. Também será discutida a “conciliação” como um estilo de governo, apresentada pelo advogado Giovanni Borgna.
O encerramento do primeiro dia terá um momento de espiritualidade nos Jardins Vaticanos, com a oração do Terço, lembrando que, antes de ser um cargo administrativo, a liderança na Igreja é uma vocação que floresce na oração e na comunhão.
Em um tempo de reformas e busca por maior transparência, o Dicastério busca oferecer ferramentas reais para que os responsáveis por movimentos leigos, que são a força viva da evangelização em muitas partes do mundo, especialmente na Amazônia, possam governar com responsabilidade pessoal, mas sempre em espírito de colegialidade e respeito aos direitos dos fiéis.
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