
por Vívian Marler / Assessora de Comunicação CNBB Regional Norte 2
fotos Jailson Alves / AG CNBB
informações Comunicação / CNBB
O sétimo dia da ’62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil’ (CNBB), realizado na manhã desta terça-feira (21), foi marcado por um forte sinal de comunhão entre diferentes tradições cristãs. Às vésperas do encerramento do encontro, previsto para o próximo dia 24, o episcopado brasileiro participou de uma celebração ecumênica que reuniu representantes de diversas Igrejas e organismos cristãos, reafirmando o compromisso com o diálogo e a unidade.
A celebração foi promovida pela Comissão Episcopal para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da CNBB, presidida por Dom Rodolfo Weber. Participaram representantes da Igreja Ortodoxa Antioquina, Igreja Ortodoxa Russa do Patriarcado de Moscou, Igreja Evangélica Luterana do Brasil, Igreja Metodista, Assembleia de Deus, Assembleia de Deus – Ministério Madureira, Igreja Presbiteriana Unida, Aliança Batista do Brasil e do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), entre outros grupos e movimentos. O momento foi marcado por gestos de fraternidade e oração comum, reforçando o espírito de cooperação entre as Igrejas cristãs.
Enquanto isso, no âmbito dos trabalhos internos da Assembleia, os bispos, entre eles os do Regional Norte 2, que abrange o Pará e Amapá, seguiram aprofundando reflexões sobre temas centrais para a vida da Igreja no país, como sinodalidade, liturgia e as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE). Um dos destaques do dia foi a apresentação feita por Dom Joel Portella Amado, delegado da CNBB no Sínodo sobre a Sinodalidade, que detalhou ao episcopado brasileiro o caminho percorrido pela Igreja universal e os passos necessários para a implementação do processo sinodal no Brasil.
O sexto dia da Assembleia, cujas deliberações repercutiram nas discussões desta terça-feira, havia sido marcado por votações importantes relacionadas aos textos litúrgicos. Na sessão da manhã de ontem, os bispos analisaram propostas da Comissão Episcopal para os Textos Litúrgicos (Cetel). Entre as aprovações estiveram os formulários litúrgicos da memória de Santa Teresa de Calcutá, da Missa pelo Cuidado da Criação e das Missas da Bem-Aventurada Virgem Maria nos tempos do Advento e do Natal.
Também foi definida a adoção da orientação da Santa Sé para tornar facultativa a memória dos Beatos Inácio de Azevedo e Companheiros Mártires. Outra decisão relevante foi a transferência da memória de São Carlo Acutis para o dia 13 de outubro, evitando coincidência com a solenidade de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. A mudança ainda será submetida ao Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.
Na sessão da tarde, após a oração da Hora Média, foi aprovada por unanimidade a mensagem do episcopado brasileiro ao Papa Leão XIV. O texto, apresentado pelo cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, expressa louvores a Deus pela eleição do pontífice, ocorrida em maio de 2025, e reafirma a comunhão e o apoio dos bispos ao ministério do Sucessor de Pedro no anúncio do Evangelho da paz.
A mensagem destaca ainda o agradecimento pela bênção apostólica enviada por ocasião da abertura da Assembleia e recorda que o encontro dos bispos é também oportunidade de partilha fraterna entre pastores que, em muitos casos, exercem sua missão em regiões distantes e em contextos desafiadores. A carta, aprovada com 297 votos favoráveis, manifesta preocupação diante das situações de violência e guerra no mundo e reforça o apoio ao apelo do Papa por uma paz “desarmada e desarmante”. O texto se encerra reiterando a unidade com o pontífice, reconhecido como sinal visível de comunhão da Igreja.
Outro ponto central dos trabalhos foi a apresentação da nova redação do Instrumentum Laboris das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. O coordenador da comissão responsável, Dom Leomar Antônio Brustolin, explicou que o texto passou por ampla revisão após a análise das contribuições enviadas pelos bispos dos 19 regionais do país.
Segundo Dom Leomar, foram recebidas 937 contribuições, resultado do esforço coletivo de leitura e reflexão realizado pelos participantes. O material revisado foi apresentado capítulo por capítulo, incorporando propostas que buscaram tornar o texto mais simbólico, mistagógico e pastoral. Ele recordou que a comissão esteve reunida intensamente durante os dias 18 e 19 de abril para examinar cada sugestão e discernir possíveis ajustes.
Ao comentar o processo, Dom Leomar ressaltou que o grande número de contribuições demonstra o compromisso do episcopado brasileiro com a caminhada evangelizadora. Para ele, o texto amadureceu ao longo do processo e busca inspirar uma Igreja cada vez mais missionária e alinhada às orientações do caminho sinodal. O Instrumentum Laboris foi novamente disponibilizado aos bispos para leitura detalhada, preparando-os para o debate final e a votação das novas Diretrizes.
Com o encerramento da Assembleia se aproximando, os trabalhos seguem intensos no Santuário Nacional de Aparecida (SP). Entre momentos de oração, diálogo e tomada de decisões, o episcopado brasileiro busca consolidar orientações que deverão nortear a ação pastoral da Igreja no país nos próximos anos, mantendo como horizonte a missão evangelizadora e o compromisso com a unidade e a paz.
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