por Denner William de Macêdo / Pastoral do Menor da Diocese de Macapá

A Diocese de Macapá através das Pastorais da Criança e do Menor e parceiros, promovem o ”Seminário Diocesano de Enfrentamento e Prevenção da Exploração e do Abuso Sexual Contra Crianças e Adolescentes”, no dia 13 de maio, às 8h, no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil, Secional Amapá – OAB Amapá, por ocasião do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (18 de maio).

O evento tem como proposito conscientizar e mobilizar a sociedade acerca da gravidade da violência praticada contra crianças e adolescentes destacando a importância da prevenção de do enfrentamento dos casos de abuso e a exploração sexual no Estado do Amapá. Assim como fomentar a constituição de uma rede de proteção solida e articular em defesa dos direitos, capazes de responder com firmeza e eficácia aos desafios e perigos que, lamentavelmente, ameaças nossas crianças e adolescentes em seu cotidiano.

Foram convidados para participar da mesa diretiva, além do Bispo Diocesano, Dom Antônio de Assis Ribeiro, o Governador do Estado do Amapá, Clécio Luís Vilhena Vieira o Promotor de Justiça e Procurador Geral do Ministério Público – AP, Alexandre Flavio Medeiros Monteiro, o Presidente da Diretoria do Conselho Seccional Amapá da Ordem dos Advogados do Brasil: Israel Gonçalves da Graça, o Defensor Público-Geral do Estado do Amapá, Dr. José Rodrigues dos Santos Neto, o Presidente do Tribunal de Justiça – AP, Desembargador Jayme Henrique Ferreira, o Secretário de Estado dos Direitos da Criança e Adolescente, Richard Madureira e o Presidente da Comissão da Criança, do Adolescente e da Assistência Social da Assembleia Legislativa do Estado do Amapá, Diogo Senior, além de convidados com a Drª Adriana Barbosa Ribeiro representante do Conselho Regional de Psicologia, a Secretaria Estadual da Saúde/AP, Rozilene Valadares Martins e a Promotora de Justiça da 4ª PJ Defesa da Infância e da Juventude – Atos Infracionais de Macapá, que irão discorrerão sobre o tema “Contextualizando o fenômeno da violência e o papel do sistema de garantia de direito”.

Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, o Amapá lidera o rank como com a maior proporção de vítimas de assédio e violência sexual entre os adolescentes. O levantamento, foi realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Ministério da Saúde e com apoio do Ministério da Educação (MEC), apontando que 26,3% dos estudantes de 13 a 17 anos já sofreram algum tipo de violência sexual, como toques, manipulações, beijos forçados ou exposição de partes do corpo contra a vontade.

A Diocese de Macapá, juntamento com vários colaboradores, como o Ministério Público, Conselho Tutelar, Conselho Regional de Psicologia, Pastorais da Educação, Catequese, Setor Juventude, Cáritas, Conselho de Diáconos, Secretaria dos Direitos Humanos, abraçaram esta causa e estão imbuídos na divulgação do evento, convidado as secretarias de estado e dos municípios, órgãos e entidades ligadas a proteção aos direitos das crianças e adolescentes, Igrejas de todas as denominações religiosas e de matrizes afrodecentendes, pastorais, movimentos, comunidades, paróquias, universidade e faculdades.

Como surgiu o maio laranja

No ano 1973, no Espírito Santo, ocorreu um crime que ganhou repercussão nacional pela brutalidade e pela impunidade dos suspeitos. A tragédia ficou conhecida como “o caso Araceli”.  Araceli Cabrera Sánchez Crespo uma menina cheia de vida e alegria da família, que contava apenas com oito anos quando foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada. Os acusados, filhos de pessoas influentes da região, embora terem sido por falta de provas, o caso permanece como símbolo da luta contra a violência sexual de crianças e adolescentes, fazendo ecoar o grito de alerta para que casos semelhantes não venham a acontecer.

Como denunciar? Em casos de suspeita ou confirmação de abuso e exploração podem informados e denunciados para:

Disque 100: Direitos Humanos (nacional e anônimo).

Conselho Tutelar: Atendimento local em cada município do Amapá.

Delegacias Especializadas: Unidades da Polícia Civil focadas na proteção à criança e ao adolescente.